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sábado, 30 de abril de 2011

Crise de 1929

No pós Primeira Guerra, a Europa buscava se reconstituir, física e moralmente, e vivenciava uma grave crise econômica e social. Isso acabou abrindo espaço para os Estados Unidos que, após uma breve recessão, conseguiram promover um crescimento de cerca de 60 % do setor industrial.
Embora tenha se popularizado globalmente da década de 1950, já nos anos de 1920, era anunciado como melhor do mundo. Uma potência em crescimento, os Estados Unidos passaram a significar o esplendor do mundo no século XX, as possibilidades de produzir e consumir em grande escala. Porém, mesmo com o desenvolvimento econômico, a desigualdade não diminuía.
Na década de 1920, mesmo com todos os contrastes sociais, a economia estadunidense cresceu significadamente, medidas por diretrizes liberais: a livre concorrência e da não intervenção do Estado na economia.
Os prognósticos econômicos eram de que até 1924 a situação dos países europeus estivesse mais regular, mas, contrariando as expectativas, o quadro continuava grave. Parecia que a economia mundial ainda funcionava em termos regionais, até que em 1929 a economia estadunidense sofreu um grande golpe, mostrando que a estabilização econômica do pós-guerra era ainda bastante frágil.
No caso dos Estados Unidos, a fragilidade da economia tem sido atribuída a três fatores: a desigualdade social, a pequena diversificação do setor produtivo e a dependência dos bancos com relação aos empréstimos. Quando as vendas de imóveis caíram e os credores pararam de pagar os bancos, a economia se viu em crise.
A especulação na bolsa de valores tornou-se uma prática na sociedade americana e em outubro de 1929 ocorreu a gota d’água para a crise: a Bolsa de Valores entrou em colapso e com ela a economia mundial, sobre a qual a notícia da queda caiu como uma bomba. Esse dia ficou conhecido como “quinta- feira negra”.
As consequências sociais foram muito sérias e generalizadas. No campo, a renda familiar diminuiu e na cidade a miséria aumentou em razão do desemprego. Vivia-se algo novo no sistema capitalista: superprodução e déficit de consumo, ou seja, produzia-se muito mas não havia consumo, pois as pessoas não tinham dinheiro para comprar as mercadorias. Esse período e a crise social ficaram conhecidos como “Grande Depressão”. Esperava-se que ela fosse passageira, mas ela se agravou muito, tomando proporções mundiais e se estendeu pelos anos seguintes.
A Grande Depressão, alastrando-se em escala mundial, quase virou um colapso do sistema capitalista. Era preciso buscar uma solução fora do mercado.
A crise não foi resolvida a curto prazo, pelas chamadas “leis naturais do mercado”, então o Estado passou a intervir com programas reformistas. O mais famoso desses programas foi o New Deal( Novo Acordo), um pacote de reformas.
Entre as reformas do New Deal estão:
  • Ø  Cobrança de impostos sobre fortunas privadas;
  • Ø  Implementação de programas de assistência social de emergência;
  • Ø  Instalação de um sistema de relações industriais;
  • Ø  Mudanças na legislação.

O New Deal não foi um programa que solucionou completamente a crise, mas conseguiu minimizar os efeitos da Grande Depressão. Com seus limites e contradições, trouxe de volta à sociedade formas de participação política, a credibilidade do Estado e condições mínimas para população.
Assim como os Estados Unidos, outros Estados passaram a agir de maneira precisa, a fim de tentar resolver a Grande Depressão, e com isso desmantelaram a economia liberal vigente e criaram programas de governo intervencionista.

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