Fascismo na Itália
Em um cenário de desequilíbrio social e econômico, a Itália, após a Primeira Guerra Mundial, no ano de 1921, fundou o partido Fascista, que era sustentado pela alta burguesia italiana e começou a conquistar projeção política. O rei Victor Emanuel III, após a primeira marcha sobre Roma organizada pelo Partido Fascista, encarregou o líder Benito Mussolini de formar um novo governo, pois o rei sentia-se impotente para conter as revoltas populares.
De 1922 a 1924, Mussolini consolidou o fascismo e realizou um governo de conciliação nacional caracterizado pelo nacionalismo exacerbado e pelo fortalecimento do capitalismo. Fundou as milícias fascistas que promoveram uma serie de atentados contra os opositores, alem de se utilizarem de violência e fraude nas eleições. No período de 1925 a 1939, Mussolini implantou a ditadura fascista e tornou-se o Duce, chefe do Estado. Empreendeu reformas na economia, principalmente no setor bélico e promoveu uma intensa doutrinação da juventude. Invadiu a Etiópia, em 1936, dando inicio ao que acreditava ser o “ressurgimento do Império Romano”.
Benito Mussolini
Batizado em homenagem ao revolucionário mexicano Benito Juarez, pelo pai, um misto de socialista e anarquista, Mussolini filiou-se ao Partido Socialista aos 17 anos, tornando-se um militante muito ativo. Em 1901, refugiou-se na Suíça para escapar ao serviço militar obrigatório e peregrinou pelos cantões do país, sendo com freqüência expulso de onde se exilava devido à militância anticlerical e antimilitarista.
Em 1904, beneficiando-se de uma anistia, regressou à Itália, prestou o serviço militar e logo tornou-se um expoente do Partido Socialista, cujo jornal, "L'Avanti", fundou e dirigiu. Com a explosão da Primeira Guerra Mundial, defendeu por um tempo a posição contrária à intervenção no conflito, mas acabou mudando de idéia e, por considerar a guerra uma oportunidade para incitar as massas à revolução, acabou expulso do Partido.
Fundou, em 1919, uma nova publicação, "Il popolo d'Itália" e os grupos de combate a que chamou de "Fasci". A palavra significa "feixe" e alude a um feixe de lenha cujos galhos, isolados, podem ser quebrados, mas não quando estão unidos. O feixe de lenha, usado como cabo de um machado, foi um dos símbolos da Roma antiga. Os grupos de Mussolini reuniam elementos heterogêneos cujas posições políticas iam da esquerda radical ao nacionalismo.
O fascismo cresceu à medida que a situação socioeconômica da Itália se deteriorava. Em 1922, os fascistas promoveram uma "marcha sobre Roma", que levou Mussolini ao poder, recebendo do rei, Vitório Emanuel, o encargo de formar um novo governo. Nos dois anos seguintes, a Itália continuou uma monarquia parlamentarista, mas os fascistas já usavam meios violentos para reprimir seus adversários. Em 1925, Mussolini estabeleceu o regime ditatorial, tornando-se o "duce" (condutor) do país.
Inicialmente, Mussolini aparentava ser um líder anticomunista e, nesse sentido, agradava às potências ocidentais, como a França e a Inglaterra.
Em 1936, porém, deu início a uma política expansionista na África e invadindo a Etiópia. Com isso, acabou por aproximar-se da Alemanha de Hitler - cujas idéias se baseavam nas de Mussolini. Em 1939, ambos os países firmaram uma aliança, conhecida como "Eixo". No ano seguinte, Mussolini colocaria a Itália na guerra, contra a opinião de seus colaboradores mais próximos e malgrado o fato de seu país não estar preparado para o conflito.
Seus fracassos militares deram alento às forças anti-fascistas na Itália. Em 1943, foi deposto e preso pelo rei. Foi libertado, porém, por paraquedistas alemães e levado para junto de Hitler, onde proclamou a fundação do Partido Fascista Republicano. Sob total dependência de Hitler, voltou à Itália e, em Saló, fundou a República Social Italiana (setembro de 43).
Não teve forças para sustentá-la, porém, e a própria Alemanha já não tinha como dar-lhe grande apoio, pois se retirava da Itália, invadida pelos aliados. Mussolini tentou fugir para a Alemanha, juntamente com sua amante, Clara Petacci, disfarçado de soldado alemão. O caminhão em que viajava, porém, foi detido, por homens da resistência italiana e o ditador reconhecido. Mussolini e a amante foram executados e seus corpos, pendurados de cabeça para baixo, ficaram expostos à execração pública.
( fonte: http://educacao.uol.com.br)
Nazismo na Alemanha
O processo de nascimento, crescimento e consolidação do nazismo na Alemanha ocorreu de forma semelhante ao processo fascista na Itália. A burguesia alemã, temendo a expansão do socialismo, financiou a criação do Partido Nazista, liderado por Adolf Hitler.
Em 1923, Hitler organizou um movimento revolucionário contra o governo republicano alemão. Depois de um golpe, Hitler foi preso e nesse período ele ditou o Mein Kampf (Minha Luta), um manifesto político no qual detalhou a necessidade alemã de se rearmar, empenhar-se na auto-suficiência econômica, suprimir o sindicalismo e o comunismo, e exterminar a minoria judaica. O partido decidiu conquistar o poder pelo voto. Em 1930 conseguiram eleger muitos deputados. Em 1933 o presidente Hindemburg convidou Hitler para ser chanceler, chefe do governo. Em pouco tempo os nazistas dominaram todos os campos, o econômico, o político e o social. A política armamentista t0ornou possível à Alemanha exigir a revisão do Tratado de Versalhes. A expansão nazista foi um dos fatores que desencadeou a Segunda Guerra Mundial.
Hitler empenhou-se em consolidar o nazismo, com o uso da violência contra os adversários e a propaganda junto às massas populares.
As doutrinas totalitárias repercutiram nos quatro cantos do mundo, inspirando governos como os de Francisco Franco, na Espanha, e de Oliveira Salazar, em Portugal. No Brasil, a ideologia nazi-fascista inspirou Plínio Salgado.
Veja a seguir um poema de Bertolt Brecht:
“Somente através da propaganda perfeita
Pode-se convencer milhões de pessoas
Que o crescimento do exercito constitui obra de paz
Que cada novo tanque é um pombo de paz
E cada novo regimento uma prova de
Amor à paz.”
(fonte: Meta, editora Didática paulista)
Adolf Hitler
Adolf Hilter, ditador alemão, nasceu em 1889 na Áustria. Filho de Alois Hitler e Klara Poezl, alistou-se voluntariamente no exército bávaro no começo da Primeira Guerra Mundial. Tornou-se cabo e ganhou duas vezes a Cruz de Ferro por bravura.
Depois da desmobilização do exército, Hitler associou-se a um pequeno grupo nacionalista, o Partido dos Trabalhadores Alemães, que mais tarde se tornou o Partido Nacional-Socialista Alemão (nazista).
Em Viena, ele havia assimilado as idéias anti-semitas (contra os judeus)que, insufladas por seus longos discursos contra o Acordo de Paz de Versalhes e o marxismo, encontraram terreno fértil em uma Alemanha humilhada pela derrota.
Em 1921, tornou-se líder dos nazistas e, dois anos mais tarde, organizou uma malograda insurreição, o "putsch" de Munique. Durante os meses que passou na prisão com Rudolph Hess, Hitler ditou o Mein Kampf (Minha Luta), um manisfesto político no qual detalhou a necessidade alemã de se rearmar, empenhar-se na auto-suficiência econômica, suprimir o sindicalismo e o comunismo, e exterminar a minoria judaica.
Em 1929, ganhou um grande fluxo de adeptos, de forma que, ajudado pela violência contra inimigos políticos, seu partido floresceu. Após o fracasso de sucessivos chanceleres, o presidente Hindenburg indicou Hitler como chefe do governo (1933).
Hitler criou uma ditadura unipartidária e no ano seguinte eliminou seus rivais na "noite das facas longas". Com a morte de Hindenburg, ele assumiu o título de presidente do Reich Alemão. Começou então o rearmamento, ferindo o Tratado de Versalhes, reocupou a Renânia em 1936 e deu os primeiros passos para sua pretendida expansão do Terceiro Reich: a anexação com a Áustria em 1938 e a tomada da antiga Tchecoslováquia.
O ditador firmou o pacto de não-agressão nazi-soviético com Stalin, a fim de invadir a Polônia, mas quebrou-o ao atacar a Rússia em 1941. A invasão à Polônia precipitou a Segunda Guerra Mundial.
Seguia táticas "intuitivas", indo contra conselhos de especialistas militares, e no princípio obteve vitórias maciças. Em 1941, assumiu o controle direto das forças armadas. Como o curso da guerra mostrou-se desfavorável à Alemanha, decidiu intensificar o assassinato em massa, que culminou com o holocausto judeu.
Conhecido como um dos piores massacres da história da humanidade, o holocausto -termo utilizado para descrever a tentativa de extermínio dos judeus na Europa nazista- teve seu fim anunciado no dia 27 de janeiro de 1945, quando as tropas soviéticas, aliadas ao Reino Unido, Estados Unidos e França na Segunda Guerra Mundial, invadiram o campo de concentração e extermínio de Auschwitz-Birkenau, em Oswiecim (sul da Polônia). No local, o mais conhecido campo de concentração mantido pela Alemanha nazista de Adolf Hitler, entre 1,1 e 1,5 milhão de pessoas (em sua maioria judeus) morreram nas câmaras de gás, de fome ou por doenças.
Ainda em 1945, quando o exército soviético entrou em Berlim, Hitler se casou com a amante, Eva Braun. Há evidências de que os dois cometeram suicídio e tiveram seus corpos queimados em um abrigo subterrâneo em 1945.
(fonte: http://biografias.netsaber.com.br)
Vocabulário:
Totalitarismo: Governo que pretende dominação total, proibindo toda e qualquer forma de oposição e centralizando o poder no chefe de Estado.
Autoritarismo: Concepção ou prática autoritária do poder que limita as liberdades individuais e públicas.
Militarismo: Sistema político em que se preponderam militares.
Unipartidarismo: É o sistema próprio dos regimes autoritários onde apenas um partido político é admitido pela lei.
Nacionalismo: Preferência determinada pelo que é próprio à nação à qual se pertence. Pela definição não há problema em ser nacionalista, o problema está no exagero e pensar que o país, por ser "mais importante", pode dominar ou destruir os outros.
Racismo: Doutrina ou crença que prega a superioridade de certas raças sobre outras.
Corporativismo: Doutrina econômico social que preconiza a organização de classes produtoras em corporações, com poderes de decisão, mas sob fiscalização do Estado.
Teoria do espaço vital:O espaço vital seria o espaço necessário para a expansão territorial de um povo,no caso, alemão. Não apenas a restauração das fronteiras de 1914, mas também a conquista da Europa Oriental. Espaço onde as necessidades, relativas à dominação territorial, recursos minerais, etc., desse povo seriam realizadas. Quem também fazia parte, como se fosse um "trato", era a Itália, que por ficar do outro lado do "espaço vital" era de grande interesse alemão. O interesse alemão e italiano nesta expansão justificava-se em certa medida pelo fato dos dois países serem retardatários na expansão marítima européia, e ao contrário da França e da Inglaterra, não tinham vastos domínios coloniais.

