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sábado, 7 de maio de 2011

Nazi-fascismo: a caminho de uma nova guerra

Fascismo na Itália

Em um cenário de desequilíbrio social e econômico, a Itália, após a Primeira Guerra Mundial, no ano de 1921, fundou o partido Fascista, que era sustentado pela alta burguesia italiana e começou a conquistar projeção política. O rei Victor Emanuel III, após a primeira marcha sobre Roma organizada pelo Partido Fascista, encarregou o líder Benito Mussolini de formar um novo governo, pois o rei sentia-se impotente para conter as revoltas populares.
De 1922 a 1924, Mussolini consolidou o fascismo e realizou um governo de conciliação nacional caracterizado pelo nacionalismo exacerbado e pelo fortalecimento do capitalismo. Fundou as milícias fascistas que promoveram uma serie de atentados contra os opositores, alem de se utilizarem de violência e fraude nas eleições. No período de 1925 a 1939, Mussolini implantou a ditadura fascista e tornou-se o Duce, chefe do Estado. Empreendeu reformas na economia, principalmente no setor bélico e promoveu uma intensa doutrinação da juventude. Invadiu a Etiópia, em 1936, dando inicio ao que acreditava ser o “ressurgimento do Império Romano”.  

Benito Mussolini

Batizado em homenagem ao revolucionário mexicano Benito Juarez, pelo pai, um misto de socialista e anarquista, Mussolini filiou-se ao Partido Socialista aos 17 anos, tornando-se um militante muito ativo. Em 1901, refugiou-se na Suíça para escapar ao serviço militar obrigatório e peregrinou pelos cantões do país, sendo com freqüência expulso de onde se exilava devido à militância anticlerical e antimilitarista.

Em 1904, beneficiando-se de uma anistia, regressou à Itália, prestou o serviço militar e logo tornou-se um expoente do Partido Socialista, cujo jornal, "L'Avanti", fundou e dirigiu. Com a explosão da Primeira Guerra Mundial, defendeu por um tempo a posição contrária à intervenção no conflito, mas acabou mudando de idéia e, por considerar a guerra uma oportunidade para incitar as massas à revolução, acabou expulso do Partido.

Fundou, em 1919, uma nova publicação, "Il popolo d'Itália" e os grupos de combate a que chamou de "Fasci". A palavra significa "feixe" e alude a um feixe de lenha cujos galhos, isolados, podem ser quebrados, mas não quando estão unidos. O feixe de lenha, usado como cabo de um machado, foi um dos símbolos da Roma antiga. Os grupos de Mussolini reuniam elementos heterogêneos cujas posições políticas iam da esquerda radical ao nacionalismo.

O fascismo cresceu à medida que a situação socioeconômica da Itália se deteriorava. Em 1922, os fascistas promoveram uma "marcha sobre Roma", que levou Mussolini ao poder, recebendo do rei, Vitório Emanuel, o encargo de formar um novo governo. Nos dois anos seguintes, a Itália continuou uma monarquia parlamentarista, mas os fascistas já usavam meios violentos para reprimir seus adversários. Em 1925, Mussolini estabeleceu o regime ditatorial, tornando-se o "duce" (condutor) do país.

Inicialmente, Mussolini aparentava ser um líder anticomunista e, nesse sentido, agradava às potências ocidentais, como a França e a Inglaterra. 


Em 1936, porém, deu início a uma política expansionista na África e invadindo a Etiópia. Com isso, acabou por aproximar-se da Alemanha de Hitler - cujas idéias se baseavam nas de Mussolini. Em 1939, ambos os países firmaram uma aliança, conhecida como "Eixo". No ano seguinte, Mussolini colocaria a Itália na guerra, contra a opinião de seus colaboradores mais próximos e malgrado o fato de seu país não estar preparado para o conflito.

Seus fracassos militares deram alento às forças anti-fascistas na Itália. Em 1943, foi deposto e preso pelo rei. Foi libertado, porém, por paraquedistas alemães e levado para junto de Hitler, onde proclamou a fundação do Partido Fascista Republicano. Sob total dependência de Hitler, voltou à Itália e, em Saló, fundou a República Social Italiana (setembro de 43).

Não teve forças para sustentá-la, porém, e a própria Alemanha já não tinha como dar-lhe grande apoio, pois se retirava da Itália, invadida pelos aliados. Mussolini tentou fugir para a Alemanha, juntamente com sua amante, Clara Petacci, disfarçado de soldado alemão. O caminhão em que viajava, porém, foi detido, por homens da resistência italiana e o ditador reconhecido. Mussolini e a amante foram executados e seus corpos, pendurados de cabeça para baixo, ficaram expostos à execração pública.

                                                            ( fonte:  http://educacao.uol.com.br)                                                     

Nazismo na Alemanha

   O processo de nascimento, crescimento e consolidação do nazismo na Alemanha ocorreu de forma semelhante ao processo fascista na Itália. A burguesia alemã, temendo a expansão do socialismo, financiou a criação do Partido Nazista, liderado por Adolf Hitler.
   Em 1923, Hitler organizou um movimento revolucionário contra o governo republicano alemão. Depois de um golpe, Hitler foi preso e nesse período ele ditou o Mein Kampf (Minha Luta), um manifesto político no qual detalhou a necessidade alemã de se rearmar, empenhar-se na auto-suficiência econômica, suprimir o sindicalismo e o comunismo, e exterminar a minoria judaica. O partido decidiu conquistar o poder pelo voto. Em 1930 conseguiram eleger muitos deputados. Em 1933 o presidente Hindemburg convidou Hitler para ser chanceler, chefe do governo. Em pouco tempo os nazistas dominaram todos os campos, o econômico, o político e o social. A política armamentista t0ornou possível à Alemanha exigir a revisão do Tratado de Versalhes. A expansão nazista foi um dos fatores que desencadeou a Segunda Guerra Mundial.
   Hitler empenhou-se em consolidar o nazismo, com o uso da violência contra os adversários e a propaganda junto às massas populares.   
As doutrinas totalitárias repercutiram nos quatro cantos do mundo, inspirando governos como os de Francisco Franco, na Espanha, e de Oliveira Salazar, em Portugal. No Brasil, a ideologia nazi-fascista inspirou Plínio Salgado.
Veja a seguir um poema de Bertolt Brecht:

“Somente através da propaganda perfeita
Pode-se convencer milhões de pessoas
Que o crescimento do exercito constitui obra de paz
Que cada novo tanque é um pombo de paz
E cada novo regimento uma prova de
Amor à paz.”

                          (fonte: Meta, editora Didática paulista)


Adolf Hitler

Adolf Hilter, ditador alemão, nasceu em 1889 na Áustria. Filho de Alois Hitler e Klara Poezl, alistou-se voluntariamente no exército bávaro no começo da Primeira Guerra Mundial. Tornou-se cabo e ganhou duas vezes a Cruz de Ferro por bravura. 


Depois da desmobilização do exército, Hitler associou-se a um pequeno grupo nacionalista, o Partido dos Trabalhadores Alemães, que mais tarde se tornou o Partido Nacional-Socialista Alemão (nazista). 

Em Viena, ele havia assimilado as idéias anti-semitas (contra os judeus)que, insufladas por seus longos discursos contra o Acordo de Paz de Versalhes e o marxismo, encontraram terreno fértil em uma Alemanha humilhada pela derrota. 

Em 1921, tornou-se líder dos nazistas e, dois anos mais tarde, organizou uma malograda insurreição, o "putsch" de Munique. Durante os meses que passou na prisão com Rudolph Hess, Hitler ditou o Mein Kampf (Minha Luta), um manisfesto político no qual detalhou a necessidade alemã de se rearmar, empenhar-se na auto-suficiência econômica, suprimir o sindicalismo e o comunismo, e exterminar a minoria judaica. 

Em 1929, ganhou um grande fluxo de adeptos, de forma que, ajudado pela violência contra inimigos políticos, seu partido floresceu. Após o fracasso de sucessivos chanceleres, o presidente Hindenburg indicou Hitler como chefe do governo (1933). 

Hitler criou uma ditadura unipartidária e no ano seguinte eliminou seus rivais na "noite das facas longas". Com a morte de Hindenburg, ele assumiu o título de presidente do Reich Alemão. Começou então o rearmamento, ferindo o Tratado de Versalhes, reocupou a Renânia em 1936 e deu os primeiros passos para sua pretendida expansão do Terceiro Reich: a anexação com a Áustria em 1938 e a tomada da antiga Tchecoslováquia. 

O ditador firmou o pacto de não-agressão nazi-soviético com Stalin, a fim de invadir a Polônia, mas quebrou-o ao atacar a Rússia em 1941. A invasão à Polônia precipitou a Segunda Guerra Mundial. 

Seguia táticas "intuitivas", indo contra conselhos de especialistas militares, e no princípio obteve vitórias maciças. Em 1941, assumiu o controle direto das forças armadas. Como o curso da guerra mostrou-se desfavorável à Alemanha, decidiu intensificar o assassinato em massa, que culminou com o holocausto judeu. 

Conhecido como um dos piores massacres da história da humanidade, o holocausto -termo utilizado para descrever a tentativa de extermínio dos judeus na Europa nazista- teve seu fim anunciado no dia 27 de janeiro de 1945, quando as tropas soviéticas, aliadas ao Reino Unido, Estados Unidos e França na Segunda Guerra Mundial, invadiram o campo de concentração e extermínio de Auschwitz-Birkenau, em Oswiecim (sul da Polônia). No local, o mais conhecido campo de concentração mantido pela Alemanha nazista de Adolf Hitler, entre 1,1 e 1,5 milhão de pessoas (em sua maioria judeus) morreram nas câmaras de gás, de fome ou por doenças. 

Ainda em 1945, quando o exército soviético entrou em Berlim, Hitler se casou com a amante, Eva Braun. Há evidências de que os dois cometeram suicídio e tiveram seus corpos queimados em um abrigo subterrâneo em 1945.

                                                      (fonte: http://biografias.netsaber.com.br)


Vocabulário:

Totalitarismo: Governo que pretende dominação total, proibindo toda e qualquer forma de oposição e centralizando o poder no chefe de Estado.
Autoritarismo: Concepção ou prática autoritária do poder que limita as liberdades individuais e públicas.
Militarismo: Sistema político em que se preponderam militares.
Unipartidarismo: É o sistema próprio dos regimes autoritários onde apenas um partido político é admitido pela lei.
Nacionalismo: Preferência determinada pelo que é próprio à nação à qual se pertence. Pela definição não há problema em ser nacionalista, o problema está no exagero e pensar que o país, por ser "mais importante", pode dominar ou destruir os outros.
Racismo: Doutrina ou crença que prega a superioridade de certas raças sobre outras.
Corporativismo: Doutrina econômico social que preconiza a organização de classes produtoras em corporações, com poderes de decisão, mas sob fiscalização do Estado.
Teoria do espaço vital:O espaço vital seria o espaço necessário para a expansão territorial de um povo,no caso, alemão. Não apenas a restauração das fronteiras de 1914, mas também a conquista da Europa Oriental. Espaço onde as necessidades, relativas à dominação territorial, recursos minerais, etc., desse povo seriam realizadas. Quem também fazia parte, como se fosse um "trato", era a Itália, que por ficar do outro lado do "espaço vital" era de grande interesse alemão. O interesse alemão e italiano nesta expansão justificava-se em certa medida pelo fato dos dois países serem retardatários na expansão marítima européia, e ao contrário da França e da Inglaterra, não tinham vastos domínios coloniais.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Relatório do Seminário

República Velha


  A República Velha foi o nome dado ao período do Brasil que vai desde à  Proclamação da República até a Revolução de 1930.Este período da História do Brasil é marcado pelo domínio político das elites agrárias mineiras, paulistas e cariocas. O Brasil firmou-se como um país exportador de café, e a indústria deu um significativo salto. Na área social, várias revoltas e problemas sociais aconteceram nos quatro cantos do território brasileiro.

República da Espada

  A República da Espada teve seu início quando os militares lideraram o país politicamente entre os anos de 1889 a 1894. Assim que a monarquia foi derrubada, o governo provisório do marechal Deodoro da Fonseca guiou as decisões tomadas no Brasil.
  Neste período, foram tomadas algumas decisões de suma importância para o povo brasileiro. Ocorreu a separação oficial entre Igreja e Estado (fim do regime do Padroado), foi instituído o casamento civil e uma nova bandeira foi criada com o lema “Ordem e Progresso”.
  Apesar de implantada a República da Espada, surgiram as disputas entre qual seria o melhor modelo republicano a ser instaurado. Pelo lado dos militares, a idéia de um regime republicano centralizador era defendida. Mas as oligarquias rurais e os grandes cafeicultores paulistas se opuseram à idéia dos militares, pregavam a implantação de um regime republicano voltado aos estados, assim, não poderiam ser controlados economicamente e nem ter sua administração ameaçada. Queriam com esta proposta aumentar o poder de veto e ampliar seus interesses.
  Muitos consideram a República da Espada o primeiro período ditatorial no Brasil. As figuras chaves da época foram os marechaisFloriano Peixoto e Deodoro da Fonseca.


República Oligárquica e política do Café-com-Leite


A República Oligárquica é o nome dado ao período de 1894 a 1930, em que a política do país era dirigida por oligarquias(predomínio de pequeno grupo no poder) agrárias e por representantes civis na presidência. Prudente de Morais foi o primeiro presidente civil que favoreceu a volta do poder agrário já que estes estavam limitados a dominar somente o poder legislativo.
A política que permaneceu no poder neste período foi chamada de Café-com-Leite, onde um acordo entre São Paulo, o estado mais rico e maior produtor e exportador de café, e Minas Gerais, o estado mais populoso e produtor de leite, foi feito , fazendo com que o poder oscilasse entre um governante de São paulo e outro de Minas Gerais.

Revolta da Vacina  

A Revolta da Vacina aconteceu no século XX no Rio de Janeiro , que estava crescendo desordenadamente. Sem planejamento, as favelas e cortiços predominavam na paisagem. A rede de esgoto e coleta de lixo era muito precária, as vezes inexistente. Em decorrência disto, dezenas de doenças se proliferavam na população, como Tifo, Febre Amarela, Peste Bubônica, Varíola, entre outras enfermidades.
Vendo a situação piorar cada dia mais, o então presidente Rodrigues Alves  decide fazer uma reforma no centro do Rio, implementando projetos desaneamento básico e urbanização. Ele designa Oswaldo Cruz, biólogo e sanitarista, para ser chefe do Departamento Nacional de Saúde Pública, que juntamente com o prefeito Pereira Passos, começam a reforma.
A reforma incluía a demolição das favelas e cortiços, expulsando seus moradores para as periferias, a criação das Brigadas Mata-Mosquitos, que eram grupos de funcionários do serviço sanitário e policiais que invadiam as casas, matando os insetos encontrados, etc. Essas medidas tomadas causaram revolta na população, e com a aprovação da Campanha da Vacinação Obrigatória, que obrigava as pessoas a serem vacinadas (os funcionários responsáveis pelo serviço tinham que vacinar as pessoas mesmo que elas não quisessem), a situação piorou. A população começou a fazer ataques à cidade, destruir bondes, prédios, trens, lojas, bases policiais, etc.
Mais tarde, os cadetes da Escola Militar da Praia Vermelha também se voltaram contra a lei da vacina. A revolta popular fez com que o governo suspendesse a lei, não sendo mais obrigatória. Para finalizar a rebelião, Alves coloca nas ruas o exército, polícia e marinha.
Ao final da revolta, o governo recomeça a vacinação da população, tendo como resultado a erradicação da varíola na cidade.

Revolta da Chibata

Revolta da Chibata ocorreu durante o governo de Hermes da Fonseca, em 1910. Foi um levante de cunho social, realizado em subdivisões da Marinha, sediadas no Rio de Janeiro. O objetivo era por fim às punições físicas a que eram submetidos os marinheiros, como as chicotadas, o uso da santa-luzia e o aprisionamento em celas destinadas ao isolamento. Os marinheiros requeriam também uma alimentação mais saudável e que fosse colocada em prática a lei de reajuste de seus honorários, já votada pelo Congresso. De todos os pedidos requeridos, o que mais afligia os marujos eram os constantes castigos a que eram sujeitos. Esta situação revoltou os marinheiros, que eram obrigados, por seus comandantes, a assistir a todas as punições aplicadas, para que elas servissem de exemplo. Os soldados se juntavam e ao estampido de tambores traziam o rebelado, despido na parte de cima e com as mãos atadas, iniciando o castigo.


Movimento Operário Brasileiro e a Semana de Arte Moderna

O Movimento Operário Brasileiro foi uma revolta feita em 1917 por parte de trabalhadores que queriam melhor segurança no trabalho e mais garantias em caso de acidentes, doenças, ou para as viúvas e os órfãos daqueles que morressem.
Semana de Arte Moderna  de 1922, realizada em São Paulo, no Teatro Municipal, de 11 a 18 de fevereiro, teve como principal propósito renovar, transformar o contexto artístico e cultural urbano, tanto na literatura, quanto nas artes plásticas, na arquitetura e na música. Mudar, subverter uma produção artística, criar uma arte essencialmente brasileira, embora em sintonia com as novas tendências européias, essa era basicamente a intenção dos modernistas.

Tenentismo e a Coluna Prestes

Tenentismo foi o nome dado ao movimento político militar de jovens oficiais de baixa e média patente do Exército Brasileiro que estavam insatisfeitos com a situação política do país. Não tinham uma ideologia, propunham reformas dentre as quais se destacam: o fim do voto de cabresto, a instituição do voto secreto e modificações no sistema educacional brasileiro. 
Coluna Prestes foi um movimento onde integrantes do tenentismo fizeram uma jornada pelo interior do país pregando reformas políticas e sociais e combatendo o então governo do presidente Arthur Bernardes e posteriormente Washington Luís. Em sua marcha pelo Brasil, os integrantes da Coluna Prestes denunciavam a miséria da população e a exploração das camadas mais pobres pelos líderes políticos. 

História de Canudos

Guerra de Canudos foi o confronto entre o Exército Brasileiro e integrantes de um movimento popular de fundo sócio-religioso liderado por Antônio Conselheiro, que durou de 1896 a 1897, na então comunidade de Canudos, no interior do estado da Bahia, no nordeste do Brasil.
A região, historicamente caracterizada por latifúndios improdutivos, secas cíclicas e desemprego crônico, passava por uma grave crise econômica e social. Milhares de sertanejos e ex-escravos partiram para Canudos, cidadela liderada pelo peregrino Antônio Conselheiro, unidos na crença numa salvação milagrosa que pouparia os humildes habitantes do sertão dos flagelos do clima e da exclusão econômica e social.
Os grandes fazendeiros da região, unindo-se à Igreja, iniciaram um forte grupo de pressão junto à República recém-instaurada, pedindo que fossem tomadas providências contra Antônio Conselheiro e seus seguidores. Criaram-se rumores de que Canudos se armava para atacar cidades vizinhas e partir em direção à capital para depor o governo republicano, reinstalando a Monarquia. Apesar de não haver nenhuma prova para estes rumores, o Exército foi mandado para Canudos. Três expedições militares contra Canudos saíram derrotadas, o que apavorou a opinião pública, que acabou exigindo a destruição do arraial, dando legitimidade ao massacre de até vinte mil sertanejos. Além disso, estima-se que cinco mil militares tenham morrido. A guerra terminou com a destruição total de Canudos, a degola de muitos prisioneiros de guerra, e o incêndio de todas as casas do arraial.
Rompimento política Café-com-Leite e início Revolução de 1930 


O presidente Washington Luís rompe o acordo da política do café com leite, indicando como candidato a Presidência da República o paulista Julio Prestes, quando na verdade o candidato natural seria o mineiro Antonio Carlos de Andrade e Silva. As oligarquias dissidentes (especialmente de Minas Gerais) juntam-se ao Rio Grande do Sul e Paraíba, formam a Aliança Liberal e lançam o candidato Getúlio Vargas, contra Julio Prestes de São Paulo. Os resultados eleitorais dão a vitória a Julio Prestes, porém, a Revolução de 30 impede sua posse.

Cangaço

Entre o final do século XIX e começo do XX (início da República), surgiu, no nordeste brasileiro, grupos de homens armados conhecidos como cangaceiros. Estes grupos apareceram em função, principalmente, das péssimas condições sociais da região nordestina. O latifúndio, que concentrava terra e renda nas mãos dos fazendeiros, deixava as margens da sociedade a maioria da população.

Guerra do contestado


A Guerra do Contestado foi um conflito armado entre a população cabocla e os representantes do poder estadual e federal brasileiro travado entre outubro de 1912 a agosto de 1916, numa região rica em erva-mate e madeira disputada pelos estados brasileiros do Paraná e de Santa Catarina.
Originada nos problemas sociais, decorrentes principalmente da falta de regularização da posse de terras, e da insatisfação da população hipossuficiente, numa região em que a presença do poder público era pífia, o embate foi agravado ainda pelo fanatismo religioso, expresso pelo messianismo e pela crença, por parte dos caboclos revoltados, de que se tratava de uma guerra santa.